Faço Direito na Unisuam

Um BLOG voltado para a galera de Direito da Unisuam.

Mediação – OAB

Comissão de Mediação de conflitos comemora seu primeiro ano Da redação da Tribuna dos Advogados 09/11/2009 – Com a missão de difundir e implementar a mediação de conflitos tanto na OAB quanto na sociedade, a Comissão de Mediação de Conflitos da Seccional comemorou um ano com balanço de atividades e lançamento de livros em brunch no plenário Evandro Lins e Silva, na sede da Ordem, no Centro do Rio. “O grupo teve um excelente rendimento em apenas um ano de existência, e irá produzir um documento que será utilizado pela OAB para a sugestão de medidas propositivas” contou o vice-presidente da Comissão, Marcello Augusto Lima de Oliveira. Ele destacou as atividades de capacitação, pesquisa e a iniciativa de extrapolar os limites da OAB e trazer benefícios à sociedade, se incorporando de forma definitiva à filosofia da Ordem. Em seguida, foram apresentadas as atividades dos grupos de trabalho da comissão. O primeiro, de estudos e pesquisa, coordenado pela advogada Fernanda Pantoja, realizou um levantamento sobre a mediação em outros países e iniciou o mapeamento de instituições nacionais a praticam, para promover eventos de integração. Já o grupo de implementação prática da mediação foi comandado por Gabriela Asmar, que destacou a realização de cursos de capacitação com especialistas na área e de quase uma dezena de palestras abertas ao público. Encerrando as apresentações, Samantha Pelajo falou sobre o grupo de integração institucional, que fez, entre outras atividades, um grande mapeamento sobre as experiências de outras seccionais da Ordem, universidades, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e entidades especializadas. “O intuito é potencializar as experiências que vêm acontecendo, com a criação da semana Nacional da Mediação”, disse. Após a apresentação, houve o lançamento dos livros Mediação de Conflitos: um novo paradigma de acesso à Justiça, com coordenação de Paulo Borba Casella e Luciane Moessa de Souza; e Teoria geral da mediação à luz do projeto de lei e do Direito Comparado, coordenado por Humberto Dalla Bernardino de Pinho.

Vestido de Noiva rende Danos Morais

Vestido de noiva apertado rende indenização de R$ 4 mil por danos morais

Atendente de loja teria alegado que problema era do corpo da noiva.
Dona da loja acredita que houve um mal-entendido.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal 

A Justiça do Rio condenou a empresa Maison More Lee – responsável pela loja de artigos de noivas Tutti Sposa – a indenizar a advogada Gabriela de Souza Paterman, de 35 anos, em R$ 4 mil por danos morais e R$ 1.300 por danos materiais. A causa foi não só um vestido de noiva, que estaria abaixo do tamanho encomendado para aluguel, como a reação da costureira, que teria alegado que o problema não era do modelito e sim do corpo da noiva.

“Eu não conseguia nem respirar. O vestido não era para mim”, diz Gabriela.

Ela conta que foi à loja, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio, em abril de 2006, dois meses antes de seu casamento. Escolheu um modelo “tomara que caia”, que estava disponível apenas no número 38. Segundo Gabriela, a atendente afirmou que poderia trazer um tamanho maior – no seu caso, 40 – da loja de São Paulo. A noiva pagou então R$ 1.800 à vista pelo aluguel do vestido e marcou uma nova prova.

“Quando cheguei lá, o vestido era o mesmo, do mesmo tamanho do anterior. Insisti, insisti, e o vestido não queria entrar. Com muito custo, conseguiram fechá-lo. Mas, quando olhei pelo espelho, vi que tinha se formado um buraco nas minhas costas, de tão apertado que estava. Foi quando ela me disse que o problema era do meu corpo”, conta.

Gabriela então optou por rescindir o contrato, inclusive arcando com uma multa de 30%. O restante do dinheiro pago, no entanto, não teria sido devolvido:

 Foto: Reprodução

O contrato com a reprodução do modelo que gerou a ação (Foto: Reprodução)

“Aceitei pagar a multa e eles disseram que me devolveriam o restante do dinheiro em cinco dias, mas nunca mais me deram nenhuma satisfação”, conta Gabriela, que teve que sair às pressas em busca de outro modelo para aluguel.  

 Justiça aumentou indenização

Proprietária da loja, Regina Almeida se defende. Ela afirma que busca sempre atender bem as noivas que a procuram e que costuma devolver o dinheiro na hora. Ela diz ainda que não acredita que a costureira tenha criticado o corpo da cliente.

“Ela deve ter entendido errado. Jamais a costureira iria falar mal do corpo de uma pessoa”, afirmou Regina, que ainda está avaliando com seu advogado se é possível entrar com recurso da decisão.

Gabriela entrou com a ação em 2008, no Juizado Especial Cível de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, onde mora. No processo, a empresa alegou que não havia dano moral e que já teria devolvido o dinheiro. No entanto, segundo a Justiça, isso não foi comprovado com documentos. A loja acabou condenada a pagar R$ 2 mil por danos morais. 

 “O dano moral sofrido restou devidamente comprovado, a ré frustrou as expectativas da autora quanto ao vestido de noiva, fazendo com que esta tivesse que percorrer inúmeras lojas para achar outro que fosse de seu agrado e ainda foi destratada pela funcionaria da ré, que alegou que o problema não era do vestido, mas sim de seu corpo”, diz a decisão, assinada pelo juiz Alexandre Corrêa Leite.

Gabriela decidiu recorrer, ao considerar o valor insuficiente. No último dia 28 de outubro, a 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio decidiu aumentar a indenização para R$ 4 mil e manteve os R$ 1.300 de danos materiais. “Ainda acho pouco, não compensa tudo o que passei”.

Processo Civil – Aulas após A2 – Guedes

Olá galera !!!!

 Já coloquei as 2 aulas de Processo Civil I do Guedes.

É só pegar…………………………….

Mendes diz que vai criar sistema para acompanhar gastos da Justiça

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, anunciou ontem que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) prepara uma resolução para criar o “Siafi do Poder Judiciário”, que deve ser aprovada até o final deste ano.

O Siafi (sistema que permite o acompanhamento de gastos do governo) reúne informações sobre as contas de todos os órgãos do Poder Executivo federal e dos tribunais federais do país, inclusive o Supremo. Implantada em 1987, é uma ferramenta que possibilita o controle das contas da União e dá transparência à gestão dos recursos públicos.

 

Segundo Mendes, que também preside o CNJ, a proposta em discussão no conselho prevê que todos os órgãos das Justiças estaduais e da Justiça Federal revelem as suas despesas no novo sistema.

 

O objetivo da medida é evitar distorções orçamentárias nas Justiças dos Estados. Inspeções do CNJ em tribunais do país constataram, por exemplo, que sobra dinheiro nas cortes de 2ª instância e faltam recursos básicos, como equipamentos, nas varas de 1ª instância.

 

Mendes disse que a expectativa é que a resolução sobre o tema seja complemente implementada até o final do ano que vem. “Este é um modelo complexo e vamos depender das informações que serão passadas pelo judiciário de cada estado, mas isto envolve uma nova atitude”.

 

O ministro aproveitou a abertura do 20º Congresso da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que tem como tema a “gestão democrática” do Judiciário, para apresentar a proposta. O encontro reúne em São Paulo cerca de 1.800 juízes de todo o país .

 

Hoje, os magistrados no evento vão divulgar uma proposta de emenda constitucional que instituiu critérios objetivos para escolha dos membros do STF e tribunais superiores. Atualmente, os ministros são escolhidos livremente pelo presidente da República.

Lula pode vetar parte da Lei do Inquilinato

Apesar da rapidez na tramitação e da unanimidade com que foi aprovado na Câmara e no Senado, o projeto que altera a Lei do Inquilinato pode sofrer vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Casa Civil da Presidência e o Ministério da Justiça começaram a analisar os pontos polêmicos da nova lei, sobretudo aqueles que enfraquecem o equilíbrio de forças entre consumidores e pequenos empresários e os proprietários de imóveis.

O Estado apurou que são fortes as chances de veto parcial, alcançando alguns pontos polêmicos, dependendo da reação de entidades de defesa do consumidor e de órgãos civis, como a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que divulgou nota ontem apontando danos às pequenas e microempresas.

Com 14 modificações, a nova Lei do Inquilinato agiliza o processo de despejo, adotando rito sumário em casos de má-fé do inquilino ou atrasos de pagamentos. Pelo projeto, bastará a expedição de um mandado de despejo para o locatário ser obrigado a deixar o imóvel dentro de um prazo de 30 dias, espontaneamente. Depois disso, ele será despejado compulsoriamente por ordem judicial. Hoje, é exigido que o inquilino receba dois mandados e duas diligências, o que faz o processo se arrastar, em média, por 14 meses.

O texto seguirá para sanção presidencial após a contagem de cinco sessões, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira. Os dois ministérios terão, a partir daí, 15 dias para avaliar se recomendam vetos. O objetivo das alterações, segundo a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), relatora do projeto, é reduzir o déficit habitacional no país, estimado em 8 milhões de moradias. Presume-se que haja 3 milhões de imóveis fechados por receio dos proprietários de colocá-los no mercado.

Ideli não acredita em vetos porque o projeto, segundo ela, teve ampla discussão na base governista e é um dos raros que encontrou apoio de todas as bancadas do Congresso, inclusive da oposição. O tema, a seu ver, é de relevante interesse para o País porque resolve uma insegurança jurídica que já durava 18 anos, causando conflitos entre inquilinos e proprietários. Ela garantiu que o direito de defesa dos locatários foi preservado, inclusive nos aluguéis comerciais.

As novas normas desobrigam a apresentação de fiador, mas nesse caso o inquilino fica sujeito à desocupação do imóvel ao bel prazer do proprietário. Quando houver fiador, este não precisará mais ficar amarrado ao contrato até o final, podendo pedir desligamento em caso de divórcio do inquilino ou de morte de um dos cônjuges, ou ainda por ocasião de renovação do contrato. Nesse caso, o inquilino terá 120 dias para apresentar novo fiador.

A senadora explicou que a demora na retomada de imóveis ocupados por maus inquilinos e o risco de ações judiciais intermináveis fazem com que muitos proprietários desistam de alugar. Com a mudança, a expectativa é que o tempo médio de retomada do imóvel caia para três ou quatro meses. Ela acredita que a maior oferta de imóveis provocará a queda no valor dos aluguéis. O projeto, segundo ela, também beneficia o inquilino bom pagador, que poderá ser desobrigado a registrar um fiador ou qualquer outra forma de garantia, como seguro ou depósito caução.

Nos casos de dissolução familiar ou de morte do inquilino, o fiador poderá renunciar às sua condição. Mas os efeitos da fiança perdurarão por 120 dias, após notificação do fato pelo locador.

A atual Lei do Inquilinato não prevê essas questões. O projeto cria a proporcionalidade na multa rescisória quando o imóvel for devolvido antes do prazo. Atualmente, a multa é linear e estabelecida desde o início do contrato.

Itaucard terá que indenizar cliente que teve cartão bloqueado indevidamente

A Itaucard terá que pagar R$ 12 mil de indenização, a título de dano moral, a uma cliente que teve seu cartão de crédito bloqueado indevidamente durante uma viagem à Europa. A decisão é dos desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que mantiveram a sentença da 1ª Vara Cível da Comarca de Niterói.

Priscila Naegele Vaz conta que, apesar de ter entrado em contato com o banco diversas vezes pelo telefone, não conseguiu resolver o problema. Devido a tal fato, a autora da ação foi obrigada a controlar os seus gastos durante a viagem, pois não tinha levado muito dinheiro, já que havia planejado realizar a maioria dos pagamentos por meio do cartão de crédito.

De acordo com a relatora do processo, desembargadora Vera Maria Van Hombeeck, houve descaso e desrespeito à autora, que se encontrava em viagem internacional e confiou na eficiência do serviço de crédito contratado para o pagamento de suas despesas.

“Os danos morais são absolutamente incontroversos e decorrem do próprio fato, tal como narrado pela autora na exordial, que acarretou diversos inconvenientes e aborrecimentos, além da frustração decorrente de uma viagem intranqüila”, ressaltou a magistrada.

Nº do processo: 2009.001.54889

Duque de Caxias ganha Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher

O Poder Judiciário do Estado do Rio já conta com mais um Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Luiz Zveiter, inaugurou hoje, dia 28, às 12h, o novo juizado especializado na Comarca de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Estiveram presentes, na solenidade, a desembargadora Cristina Tereza Gaulia, presidente da Comissão Estadual dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher; a juíza Natacha Nascimento Gomes Tostes Gonçalves de Oliveira, diretora do Fórum da Comarca de Duque de Caxias; e o desembargador Roberto Felinto de Oliveira, presidente da AMAERJ entre outras autoridades.

Em seu discurso, o presidente do TJRJ declarou que lhe causa perplexidade ter que inaugurar um juizado para inibir a violência contra a mulher. “Isso é muito grave. Talvez o caminho não seja o combate, mas saber por que é preciso inaugurar uma vara para preservar a integridade da pessoa que é sublimada, pois a mulher gera um ser igual a si, algo que nós, homens, não temos capacidade”, completou.

O desembargador Luiz Zveiter ainda ressaltou a qualidade do trabalho dos funcionários e magistrados do TJRJ. “Quando fui advogado, julgava os juízes e os serventuários, mas depois passei a integrar essa categoria e fiz um autojulgamento. Hoje posso falar que tenho sob minha direção os melhores magistrados e melhores serventuários que qualquer um poderia almejar. Se existem coisas que o Judiciário não cumpre é porque nós, às vezes, ‘pagamos as contas’ que não são nossas. Se um processo se delonga, a culpa não é do Judiciário, a culpa é da lei que tem que ser modificada, pois propicia que o advogado, dentro do seu papel, utilize recursos e, assim, se eternizem as ações”, destacou o presidente do TJRJ.

A desembargadora Cristina Tereza Gaulia também pronunciou algumas palavras e explicou os objetivos dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. “A proposta da Comissão Estadual dos Juizados é trabalhar nesses dois aspectos: proporcionar a cidadania da mulher vítima de violência e tratar o homem agressor, de modo que ele não volte, após o cumprimento da pena, para essa mesma sociedade civil e continue a dar ensejo a outras vitimizações, eternizando o ciclo de violência”, esclareceu.

Os Juizados da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher surgiram com a Lei Federal 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha. No Rio, já existem quatro juizados especializados deste tipo, instalados no Centro, em Campo Grande, Jacarepaguá e Nova Iguaçu. O juizado de Duque de Caxias é o quinto a ser inaugurado pelo TJRJ.

O Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Duque de Caxias está localizado na Rua General Dionísio, 764, 3º andar, no Prédio dos Juizados Especiais, no bairro 25 de Agosto. Por enquanto, o juiz que irá cuidar dos processos do novo Juizado será o titular do Juizado Especial Criminal da comarca, Marcelo Menaged. No entanto, o desembargador Luiz Zveiter afirmou que, em breve, será aberto um edital para ocupar o cargo de juiz titular do Juizado da Violência Contra a Mulher de Caxias.

TJ-RJ fará plantão para casos urgentes no dia 2 de novembro

Do site do TJ-RJ

 Na próxima segunda-feira, dia 2, feriado de Finados, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio estará funcionando 24 horas na Capital em regime de plantão, para atender a pedidos de caráter urgente (habeas corpus, prisão preventiva, busca e apreensão de menor, medida para ingresso em local onde exista alguém em risco, entre outros).

 

O plantão judiciário da capital funciona no Fórum Central, com entrada pela Rua Dom Manuel nº 29, na Praça Quinze.

Rio e Medellín

O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, refutou neste domingo, dia 26, de forma incisiva, as declarações do coordenador do programa Cidades Mais Seguras para Assentamentos Humanos das Nações Unidas (ONU), Elkin Velásquez, para quem “o Rio é hoje a nova Medellín”, cidade colombiana que foi dominada pelo tráfico de drogas. “A comparação com Medellín não me parece apropriada; nem em seus piores momentos o Rio esteve perto do que acontecia na cidade colombiana”, afirmou o presidente da OAB/RJ. “Vivemos um grave quadro de violência e de insegurança que deverá ser superado por nós mesmos e não com intervenção externa como ocorreu na Colômbia”, prosseguiu Wadih Damous em sua crítica às afirmações do enviado da ONU ao Brasil. O presidente da OAB/RJ se refere ao Plano Colômbia, que conta com o apoio e monitoramento dos Estados Unidos para combate ao crime naquele país. Para o emissário das Nações Unidas, que trabalhou como assessor do prefeito de Bogotá no tema da segurança urbana, a situação de violência que atinge o carioca se assemelha à vivida por Medellín. “Lá (Medellín) a delinquência era alta e fizemos trabalho de integração melhorando a convivência entre as pessoas. O Rio de Janeiro passa por um momento similar e a união dos três poderes (municipal, estadual e federal) é fundamental para combater a segregação racial”.

Estou preparando o site

Estou preparando este BLOG para poder ser uma ferramenta útil para todos os estudantes de Direito e principalmente para os meus colegas de Unisuam